Terça-feira, 7 de Julho de 2009

Raros reencontros

Coluna Luciano Dias - Memória e calculadora esportiva

Cruzeiro e Estudiantes (ARG) começam a decidir nesta quarta-feira mais uma final de Copa Libertadores. As duas equipes, que saíram da mesma chave (o grupo 5), fizeram grandes partidas nas fases de mata-mata.

O Cruzeiro eliminou Universidad do Chile, São Paulo e Grêmio. Já o Estudiantes deixou para trás Libertad (PAR) e os uruguaios do Defensor e do Nacional.

O grupo dos finalistas não era considerado forte. Além de Cruzeiro e Estudiantes, contava com Deportivo Quito (EQU) e Universidade Sucre (BOL). Ao contrário do grupo 1, considerado "da morte", que tinha Sport, Palmeiras, LDU (EQU) e Colo-Colo (CHI). Mas, a equipe que foi mais longe deste grupo – o Palmeiras – chegou apenas às quartas-de-finais.

Cutucadas de lado, não é muito comum equipes que saíram do mesmo grupo chegarem à final da Libertadores. Em 50 edições do torneio, o fato aconteceu apenas em três oportunidades: 1997, 2008 e 2009.

Podemos reparar que a final de equipes de mesmos grupos acontece pelo segundo ano consecutivo. Tendência ou apenas coincidência? Eu prefiro acreditar na coincidência de duas equipes competentes se encontrarem no mesmo grupo na primeira fase.

Ano passado, Fluminense e LDU se reencontraram na grande final. Na primeira fase, eles estavam juntos no grupo 8 da competição.


Na grande final, o favoritismo era todo do time brasileiro, que fez melhor campanha na primeira fase. Mas, quem riu por último foram os equatorianos, que conquistaram a América pela primeira vez.

Finais:
LDU 4 x 2 Fluminense – Equador
Fluminense 3 x 1 Cruzeiro – Brasil (pênaltis: 3 a 1 LDU)


Pela segunda vez, o Cruzeiro reencontra um time do mesmo grupo na final. Em 1997, a Raposa havia enfrentado o Sporting Cristal (PER) na primeira fase, no grupo 4.


Na final, a equipe brasileira venceu com um gol salvador de Elivelton, no Mineirão.

Finais:
Sporting Cristal 0 x 0 Cruzeiro – Peru
Cruzeiro 1 x 0 Sporting Cristal - Brasil

Neste ano, mais um time brasileiro envolvido na coincidência. Novamente o Cruzeiro. . Desta vez, a Raposa faz a final contra os argentinos do Estudiantes. Veja como ficou a classificação da primeira fase:



Final: o ataque celeste x a defesa platina

O Cruzeiro marcou 12 gols no mata-mata e teve o melhor poderio ofensivo entre os clubes que disputaram esta parte da Libertadores. A defesa, porém, sofreu 5 gols nestas fases, bem mais do que o único gol que o Estudiantes sofreu no mata-mata.

É inegável que os adversários que o Cruzeiro deixou para trás na competição são de maior qualidade que as equipes eliminadas pelos argentinos que perderam boa parte de sua força com a lesão do lateral Angeleri, também da seleção argentina.

O Cruzeiro, por sua vez, contará com um jogador que foi desfalque em duas partidas no mata-mata e grande arma ofensiva do clube: Ramires. Junto com Kléber, Wágner e Wellington Paulista (fundamental para a classificação contra o Grêmio marcando três gols), o meiocampista forma o quarteto que deve incomodar a zaga argentina.

O Estudiantes também conta com bons valores individuais embora dependa bastante de Verón, que se recupera de contusão. Mauro Boselli, o artilheiro da equipe com seis gols na Libetadores, é a outra grande ameaça ofensiva dos argentinos.

Pela campanha e pelo elenco o Cruzeiro é o favorito. Embora seja difícil apontar favorito em final representada por brasileiros e argentinos.

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

É vantagem decidir em casa?

Coluna Luciano Dias - Memória e calculadora esportiva

É importante fazer melhor campanha na primeira fase para ter a vantagem de decidir em casa na fase de mata-mata. VANTAGEM? Não é muito bem o que está acontecendo no futebol mundial. Como exemplos mais próximos, as semifinais da Libertadores e as finais da Copa do Brasil.

Na competição continental, Cruzeiro e Estudiantes (ARG), que fizeram as segundas partidas fora de casa, levaram a melhor. O mesmo pode se dizer para o Corinthians na Copa do Brasil contra o Internacional.

Vamos aos números, analisando a partir das quartas-de-finais, quando os favoritos começam a se encontrar:

Libertadores – Dos seis duelos, os times que fizeram o primeiro jogo em casa levou a melhor em quatro oportunidades, contra duas dos clubes que decidiram dentro dos seus domínios. Destaques para Cruzeiro e Estudiantes, que jogaram as segundas partidas fora nas quartas e nas semi.

Copa do Brasil – Equilíbrio, mesmo assim, melhor para quem decidiu fora. Dos sete confrontos, em quatro oportunidades levou vantagem quem jogou a segunda partida fora dos domínios. Destaque para o Corinthians, que decidiu fora nas quartas, nas semi e nas finais.

Vamos observar se o mesmo acontece na Europa, na Liga dos Campeões. Em consideração, as quartas-de-finais e as semifinais:
Lembrando que a final é disputada em um único jogo, em campo, geralmente, neutro

Goleada!! Desta vez, quem jogou o segundo jogo fora, levou grande vantagem. Dos seis confrontos, em cinco classificou-se quem jogou a segunda partida fora dos seus domínios.

Placar final nos três campeonatos (Libertadores, Copa do Brasil e Liga dos Campeões): 13 para quem decidiu fora contra 6 para quem decidiu em casa.

Supostas explicações:

Sem muitas explicações. As poucas que existem, são óbvias. O importante é saber jogar de acordo com o regulamento. Nos últimos anos, as equipes estão fazendo isso melhor. O técnico do Corinthians, Mano Menezes, antes da final da Copa do Brasil contra o Internacional, resumiu: “Tudo depende da primeira partida”. Ou seja, fazer um bom resultado no primeiro jogo em casa (geralmente, os mandantes estão fazendo isso bem) é essencial.

Para o volante Christian, também do Corinthians, equipes que querem ser campeãs não podem escolher onde jogar. “Time que quer ser campeão não pode propor onde quer jogar. Temos que saber jogar fora de casa e marcar bem, porque neste tipo de competição não se pode escolher muita coisa", explicou.

Outro fator que, querendo ou não, está fazendo a diferença é o tal do gol fora de casa. Equipes que fazem bons resultados em casa e tomam poucos gols, jogam o segundo confronto atuando nos contra-ataques, beliscando um golzinho que pode fazer toda a diferença.

Como exemplos, os jogos decisivos desta semana. Cruzeiro e Corinthians, ao marcarem dois gols fora de casa, obrigaram Inter e Grêmio marcarem cinco. Quase impossível.

Discussões à parte, tem aqueles que preferem acreditar apenas em coincidências. Será?

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Hexa mais longe do Brasil

Coluna Luciano Dias - Memória e calculadora esportiva

O Brasil conquistou neste domingo mais um título para o seu currículo. Em uma virada incrível, nossa seleção derrotou os EUA por 3 a 2 e levou a Copa das Confederações. Foi apenas um leve aperitivo para o Mundial de 2010.

Mais um título da tão contestada “Era Dunga”. O maior objetivo, sem dúvidas, é o hexacampeonato da Copa do Mundo. Mas, se depender do histórico, o Mundial não vem para terras canarinhas. Sempre que um país vence a Copa das Confederações, o desempenho na Copa do Mundo seguinte não é dos melhores.

As três primeiras edições da Copa das Confederações foram disputadas na Arábia Saudita. Em 1992, deu Argentina com autoridade. Mas, no Mundial de 94, o destaque dos hermanos ficou para o doping de Maradona. Os argentinos caíram nas oitavas-de-final para a boa seleção da Romênia.

Em 1995 e em 97, os vencedores da Copa das Confederações foram Dinamarca, dos irmãos Laudrup, e Brasil, respectivamente. Mas, no Mundial da França, o troféu não foi para estes países. Brasil e Dinamarca se encontraram nas quartas-de-final. Melhor para a seleção canarinha, que em um belo jogo derrotou os dinamarqueses por 3 a 2. Os brasileiros chegaram à final contra os franceses. Precisa dar mais detalhes?

Em 1999, no México, a Copa das Confederações foi para os anfitriões, que na final derrotaram o Brasil por 4 a 3 numa bela partida. Mas, no Mundial de 2002, os mexicanos caíram para os vizinhos estadunidenses nas oitavas-de-final. Em 2001, a França levou a Copa das Confederações. Que seleção! No Mundial, que fiasco! Franceses eliminados na primeira fase sem marcar um golzinho sequer.

A França quase mudou o histórico negativo desta relação das Copas das Confederações e do Mundo. Isso porque o time de Zidane levou a Copa das Confederações novamente em 2003 e no Mundial de 2006 ficou no quase. Perdeu a final para Itália, nos pênaltis.

A partir de 2005, a Copa das Confederações passa a ser disputada a cada quatro anos, um ano antes do Mundial e no país sede da Copa do Mundo. Como se fosse um preparativo (ou aperitivo) do Mundial. E neste novo roteiro, o Brasil levou a Copa das Confederações da Alemanha, depois de um passeio sobre a Argentina na final. Mas, no Mundial, o passeio foi de Zinedine Zidane. Resultado: Brasil eliminado nas quartas. E os franceses são nossos algozes novamente.

Em 2009... Bem, a Copa das Confederações deste ano ainda está na memória dos brasileiros. A expectativa é que o histórico se modifique e o Brasil conquiste a África de vez no Mundial de 2010.

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

A Zebra tá solta

Coluna Luciano Dias - Memória e calculadora esportiva

Quem nunca ouviu os saturados jargões: "no futebol não existe mais bobo" ou "o futebol é uma caixinha de surpresas"? Já são praticamente comuns no esporte e parecem sempre se encaixar perfeitamente nos debates futebolísticos. E quem nunca ouviu falar em Zebra? Ela está sempre presente no futebol.

Nesta Quarta-feira, foi a Espanha, invicta há 35 jogos, quem foi surpreendida pelo “simpático” animal. E quem estava fantasiado de Zebra era a seleção dos EUA. Pela Copa das Confederações, os norte-americanos, que se classificaram incrivelmente para as semifinais, derrotaram a Fúria por 2 a 0 e está na final da competição. E a Copa das Confederações vem realmente mostrando que é produtora de zebras. Na primeira fase, a poderosa Itália perdeu para o Egito por 1 a 0.

O termo Zebra é utilizado no futebol quando um time considerado inferior vence. A origem do termo vêm do “jogo do bicho”, que contém vinte e cinco animais e ganha aquele que acertar o animal que é sorteado. A zebra não faz parte dos animais participantes, logo é impossível sortea-la no jogo, daí surgiu o termo que começou a ser utlizado quando ninguem acertava o animal sorteado e todos gritavam “xiii, deu zebra".

Torneios como Copas privilegiam esse tipo de acontecimento exatamente por serem decididos em dois jogos apenas, o que possibilita que um time consiga um bom resultado em casa e se retranque ou consiga um golzinho na casa do adversário e elimine o oponente. Zebras são fatos que dificilmente acontecerão em torneios de pontos corridos, já que o planejamento e o elenco contam mais do que uma boa atuação em casa em um jogo isolado.

A revista Mundo Estranho fez um ranking de zebras entre seleções. Confira as 10 citadas:

1 - EUA 1x0 Inglaterra, Copa de 1950
2 - Coreia do Norte 1x0 Itália, Copa de 1966
3 - Camarões 1x0 Argentina, Copa de 1990
4 - Japão 1x0 Brasil, Jogos Olímpicos de 1996
5 - Alemanha Ocidental 3x2 Hungria, final da Copa de 1954
6 - Grécia 1x0 Portugal , final da Euro 2004
7 - Honduras 2x0 Brasil, Copa América de 2001
8 - Senegal 1x0 França, Copa de 2002
9 - Coreia do Sul 2x1 Itália, Copa de 2002
10 - Iraque 4x2 Portugal, Jogos Olímpicos de 2004

A Copa do Brasil talvez seja dentre todos os torneios do mundo o que mais privilegia a famosa e tão conhecida no meio do futebol. Veja alguns (apenas alguns) exemplos:

Criciúma (1991): O time, então treinado por Luis Felipe Scolari, foi campeão do torneio em cima do Grêmio.

CSA (1992): O clube alagoano elimina o Vasco

Santa Cruz (1997): Os pernambucanos eliminaram o então atual campeão Cruzeiro na segunda fase.

Juventude (1999): O time de Caxias do Sul cala os botafoguenses em pleno Maracanã e conquista o torneio.

ASA de Arapiraca (2002): Considerado por muitos a maior zebra de todos os tempos na Copa do Brasil. O time eliminou o Palmeiras em pleno Palestra Itália.

XV de Novembro (2004): O time gaúcho goleou, por 3 a 0, o Vasco, no Rio de Janeiro. O XV era comandado por Mano Meneses e no meio-campo a equipe contava com o futebol de Perdigão.

Santo André (2004): “Maracanazo”. O time da Grande São Paulo cala os flamenguistas e leva a Copa do Brasil.

Baraúnas (2005): Sim, o Vasco da Gama novamente. Alguém se lembra do Cícero Ramalho? O quarentão acima do peso que calou São Januário na vitória do time potiguar por 3 a 0.

Paulista (2005): O time do interior paulista eliminou grandes clubes, como Inter e Cruzeiro, antes de derrotar o Fluminense na final e decretar mais uma zebra na Copa do Brasil.

Ipatinga (2007): o fenômeno mineiro, então comandado por Ney Franco, eliminou Palmeiras e Botafogo. Por pouco não chegou à final do torneio.

CSA (2009): Mais um alagoano. O time elimina o Santos da Copa do Brasil dentro da Vila Belmiro.

Terça-feira, 16 de Junho de 2009

Cartas dentro do baralho

Luciano Dias



Curinga, também conhecido como coringa ou melé em algumas regiões, é a carta do baralho que, em certos jogos, muda de valor conforme a combinação de cartas que o jogador tem em mãos. Normalmente, o curinga é uma carta de conteúdo especial.

O que isso tem a ver com o futebol? Tudo, principalmente hoje em dia. No futebol, um curinga é aquele jogador versátil, que atua em várias posições. Estes atletas são de grande valia para os treinadores. Que o diga o técnico do São Paulo, Muricy Ramalho.

“Hoje o futebol brasileiro exige que um clube tenha atletas versáteis. O Real Madrid pode ter dois nomes para cada posição, mas no Brasil não funciona assim, temos que pensar no clube na hora de contratar. Jogadores que atuam em várias posições são fundamentais e temos isso aqui”, destaca o treinador, no final de 2008.

No Tricolor Paulista, os destaques são os volantes, laterais e zagueiros Zé Luis e Richarlyson. Eles são peças fundamentais no elenco do São Paulo, na posição de origem ou não. Sem contar com Rogério Ceni, que bate falta com precisão maior do que muitos jogadores de linha. Será os curingas, o segredo do Tricolor Paulista para as glórias dos últimos anos?

No Cruzeiro, o curinga Marquinhos Paraná é o jogador mais regular do elenco. Volante de origem, já atuou também nas duas laterais, na zaga e na armação. Para o treinador Adilson Batista, Paraná simplesmente “brinca de jogar bola”.

No elenco da seleção que disputa a Copa das Confederações, Júlio Baptista é o melhor exemplo. Na convocação de Dunga, ele é chamado como meio-campo. No seu clube, o Roma (ITA), ele atua como um segundo atacante. O seu melhor momento da carreira foi no Sevilla (ESP) como centroavante – o camisa 9. No São Paulo, Júlio já foi atacante, meia, lateral-direito e até mesmo zagueiro.

Para o auxiliar-técnico da seleção Jorginho, Júlio é muito importante para o Brasil. "Ele é um jogador chave para a Seleção. Ele toda vez entra bem, é forte, versátil. Pode jogar como volante, meia e atacante", avaliou Jorginho após o empate do Brasil contra o Equador, em Quito, em março, pelas Eliminatórias. Lembrando que Jorginho também era chamado de curinga quando era jogador. Era lateral-direito, mas também fazia as vezes de volante e articulador.

Mas, nem sempre é vantagem ser curinga. Pará, do Santos, é um bom exemplo. O site oficial do Peixe classifica Pará como lateral esquerdo. "Sempre fui meia. Ou segundo volante, vindo de trás". A confusão é justificável. Pará já jogou nas duas laterais do Santos, além de atuar na armação e na contenção do meio-campo. O jogador reconhece que dificilmente conseguirá ser titular da equipe comandada por Vágner Mancini sem se firmar em um setor do campo.

Confira outros curingas nos elencos de algumas equipes da Série A:

Atlético-MG – Carlos Alberto, Júnior

Atlético-PR – Zé Antônio

Botafogo – Eduardo, Leandro Guerreiro

Cruzeiro – Marquinhos Paraná

Corinthians – Alessandro, Escudero (pouco jogou)

Coritiba - Carlinhos Paraíba

Grêmio - Souza

Flamengo – Airton, Toró

Fluminense – Wellington Monteiro, Marquinho


Inter – Bolívar

Náutico – Carlinhos Bala

Palmeiras – Wendell, Sandro Silva

Santos – Pará

Santo André – Fernando

São Paulo – Richarlyson, Zé Luis, Jorge Wagner

Vitória – Jackson, Willian

Quarta-feira, 3 de Junho de 2009

Um sonho por birusca abaixo

Luciano Dias

O perfil abaixo não é uma realidade isolada. Infelizmente. Muitos atletas conseguem jogar em grandes clubes, mas não dão sequências em suas carreiras. A oportunidade chega, resta saber aproveitar.


Ser jogador de futebol é o sonho de muita gente. Profissionalizar, jogar em um grande clube, atuar pela seleção brasileira, ser contratado por um time europeu, ganhar muito dinheiro.... Mas, para realizar o sonho é preciso muita persistência.

Persistência teve Marcelo da Silva Lopes, o Birusca, 43 anos. Mulato e forte não aparenta ter esta idade. Tive o prazer de conhecê-lo em uma dessas “peladas” que a gente joga por aí. No final de um dos “futibas” tomamos aquela cervejinha para refrescar.

Natural de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri de Minas Gerais, Birusca se mudou aos 17 anos para Belo Horizonte com o objetivo de realizar um dos seus primeiros sonhos: jogar no Clube Atlético Mineiro. Você pode está se perguntando: porquê Birusca? Isso respondo na parte final deste perfil. Por enquanto vou chamá-lo de Marcelo mesmo.

Mas, antes de se mudar para a capital, ele já se destacava nas equipes de várzea de sua cidade natal. Várias pessoas o aconselhavam para fazer testes nas equipes da capital. Marcelo trabalhou durante um ano como garçom em Teófilo Otoni. Juntou dinheiro e trouxe nas malas para BH a inocência, mas ao mesmo tempo o sonho de ser jogador.

Em 1982, Marcelo fez o teste nos juniores do Galo. O time profissional do Atlético era recheado de estrelas, como João Leite, Reinaldo, Éder e Nelinho. Dificilmente ele receberia alguma oportunidade no time profissional alvinegro naquele ano. Mas, em 1983, o então técnico dos profissionais do Galo, Mussula, apreciou uma partida dos juniores contra o Cruzeiro, na Toca da Raposa.

O Galo venceu por 2 a 0, todos os gols de Marcelo. Dois dias depois, Mussula o chamou para integrar o grupo de profissionais. O teofilotonense foi convocado para viajar à Governador Valadares para enfrentar o Democrata. Entrou, sem destaque, no final da partida.

Foi o suficiente para Marcelo mudar o seu jeito de viver. O aspirante a jogador foi convocado para a partida seguinte, contra o Valério, de Itabira, no Mineirão. Mas, a carreira de Marcelo no Galo acabou na concentração para este duelo. Simplesmente ele fugiu da concentração e, imediatamente, foi dispensado do clube. Neste momento da conversa, Marcelo toma, em uma “golada” só, toda a cerveja de seu copo.

Voltou para Teófilo Otoni para tentar retomar a sua vida. Nesta volta à cidade natal, os amigos o apelidaram de Birusca, uma das denominações para a cachaça. Até que Marcelo (agora posso chamar de Birusca) gostou do apelido.

Em 1985, Birusca tentou a sorte no Democrata, de Governador Valadares. Jogou algumas partidas, o suficiente para ganhar um “dinheirinho”. Mas, foi dispensado novamente. Motivo: a birusca ou cachaça, como preferir.

Marcelo ainda rodou em outros clubes do interior do estado, como Mamoré, de Pato de Minas, Valério, de Itabira, e Rio Branco, de Andradas. Em 1991, encerrou a sua carreira profissional. Ele ainda brinca: “longa carreira”.

Aos 27 anos, tentou a sorte novamente em BH, mas, desta vez, para procurar qualquer tipo de emprego. Na capital, já foi vendedor, sapateiro, ladrão, drogado, padeiro, faxineiro... Atualmente, Birusca ganha a vida como pedreiro. Mora sozinho em uma casa de quatro cômodos, no bairro Santa Inês, região Leste de Belo Horizonte.

Mulheres e filhos? Ele brinca no último gole: “Deixei em cada clube que joguei!”

Domingo, 31 de Maio de 2009

Escolhas, festas, estimativas... Copa 2014

Luciano Dias

O domingo foi de festa em vários cantos do Brasil - de Porto Alegre a Manaus. A Fifa anunciou, em Nassau, nas Bahamas, as 12 cidades brasileiras que receberão os jogos da Copa do Mundo de 2014. Surpresas? Nem tanto. Na briga pela “Copa Verde”, Manaus levou a melhor sobre Belém e Rio Branco para ser a sede da Amazônia. Já Cuiabá desbancou Campo Grande como representante do Pantanal. Outra disputa acirrada foi entre Natal e Florianópolis. Melhor para os potiguares.

Conheça os projetos de todas cidades-sede:

Belo Horizonte (MG)Estádio: Mineirão









Brasília (DF)Estádio: Nacional









Cuiabá (MT)Estádio: Verdão









Curitiba (PR)Estádio: Arena da Baixada









Fortaleza (CE)Estádio: Castelão









Manaus (AM)Estádio: Vivaldão









Natal (RN)Estádio: Cidade das Dunas










Porto Alegre (RS)Estádio: Arena do Beira-Rio









Recife (PE)Estádio: Cidade-Copa









Rio de Janeiro (RJ)Estádio: Maracanã









Salvador (BA)Estádio: Fonte Nova









São Paulo (SP)Estádio: Morumbi









As cidades-sede já estavam selecionadas pelo menos desde março. As 12 eleitas e as cinco eliminadas foram decididas após um estudo técnico de dois anos. Foram duas visitas de delegados da Fifa ao Brasil, reuniões pelo mundo e inúmeras ligações telefônicas.

Calcula-se que o Mundial de Futebol do Brasil consumirá 5 bilhões de dólares, embora as estimativas finais, quando anunciadas, devam prever cifras bem maiores. Foi o que aconteceu nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro. Inicialmente orçados em 500 milhões de reais, estima-se que tenham consumido 4 bilhões de reais. Poucos países podem fazer como os Estados Unidos, que organizaram uma Copa do Mundo (em 1994) e duas Olimpíadas (em 1984 e 1996) sem um centavo de ajuda do erário. Isso porque toda a infraestrutura estava pronta. O que não é bem o caso por aqui.

Na Copa no Brasil, parte da verba virá dos cofres da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), beneficiária dos polpudos patrocínios da seleção brasileira. Mas os gastos com infraestrutura nas cidades onde acontecerão os jogos – construção de estádios e hotéis, obras em estradas, aeroportos e sistemas de telecomunicações – correrão por conta do estado, ou seja, serão bancados com dinheiro público.

As estimativas sobre número de turistas, geração de empregos e impacto do evento sobre o PIB em geral são exageradas. Levantamentos dão conta de que em 1994 os EUA aumentaram em 1,4% o PIB; em 1998, na França, o PIB cresceu 1,3%; em 2002, a Coréia o elevou em 3,1% enquanto o Japão teve decréscimo de 0,3%; e a Alemanha teve 1,7% a mais no PIB em 2006. Mas antes do Mundial da Alemanha, falou-se na criação de 100 mil empregos. Um estudo feito depois do evento contabilizou apenas metade desse total. A Coréia do Sul esperava 500 mil turistas a mais em 2002. Só apareceram 50% deles.

Exageradas ou não, o fato é que uma Copa do Mundo pode trazer mais benefícios do que prejuízos ao Brasil. Já que os investimentos no país não são feitos, por quê não um evento esportivo para trazê-los?

Em suma, serão cinco anos de projetos, de sonhos, expectativas, desvios (infelizmente), construções... Que venha 2014! Sem esquecer de 2010, é claro!

Imagens: divulgação/
CBF

Sábado, 30 de Maio de 2009

Barrados no baile

Luciano Dias

Eu vou lhe avisar. Goleiro não pode falhar. Não pode ficar com fome na hora de jogar. Senão, um frango aqui, um frango ali, um frango acolá. (Jorge Ben)




Vida de goleiro não é fácil. Um bom exemplo é a quarta rodada do Brasileirão que começa neste fim de semana. Três goleiros já foram barrados pelos seus treinadores nesta semana.

No Atlético Paranaense, Galatto é a carta fora do baralho. Ele falhou em dois gols na derrota de sua equipe, por 3 a 2, contra o Náutico, dentro de casa. É apenas mais um capítulo de Galatto e Náutico na história do futebol. Em 2005, quem era o goleiro do Grêmio na histórica batalha dos Aflitos? Acertou quem respondeu Galatto. Isso sim é ir do céu ao inferno.

No Fluminense, Fernando Henrique é sempre o bode expiatório. Na Libertadores do ano passado, era intocável na meta Tricolor. Neste ano, em um time sem padrão de jogo do técnico Parreira, é ele quem paga o pato. Nunca considerei o FH um grande goleiro (longe disso), mas te garanto que o problema do Flu não é ele. Nesta semana, o goleiro foi um dos mais criticados pelos torcedores. Ou melhor, alguns (...), que causaram grande confusão nas laranjeiras.

Se Atlético Paranaense e Fluminense fazem péssimas campanhas, o Atlético Mineiro está bem na tábua de classificação. Mesmo assim, Juninho está fora do baile contra o Santo André. Aranha, que chegou nesta semana, é o novo titular. Juninho nunca caiu nas graças da torcida alvinegra. Sempre foi considerado um dos grandes culpados dos fracassos atleticanos nos últimos anos.

Galatto e Fernando Henrique são os maiores culpados do mau começo do Furacão e do Flu no Brasileirão? E Juninho? Merece deixar a titularidade do Galo?

Terça-feira, 26 de Maio de 2009

Até quando?

Christiano Soares

Resultado positivo! É o que espera o torcedor de qualquer time. Todos sabem que uma simples vitória o deixa alegre, descontraído. Porém, não só de triunfos vive um time de futebol. Então, a situação se inverte, aí o adepto passa a se irritar - perde a paciência, a razão.

Enquanto tudo está em ordem, a paz reina nos clubes. A torcida lota os estádios - comparece, inclusive, aos centro de treinamentos - exaltam o nome dos jogadores. Aonde eles estiverem, mesmo de folga, são parados para assinar uma simples folha de papel.

Entretanto, como diz o velho ditado: "tudo que é bom, dura pouco". Há o outro lado da moeda e este é bem ruim. Nele, os jogadores recebem vaias, são questionados, praticamente não vivem mais - se forem em um restaurante, por exemplo, há sempre um engraçadinho para o críticar.


Nesta terça-feira, nas Laranjeiras (CT do Fluminense), vários MARGINAIS que se julgam torcedores, interromperam as atividades e questionaram o atual momento do time. Só que passaram dos limites. Agressões, e muita baixaria foi o que se viu até a chegada dos seguranças. Confira na matéria da globo.

O protesto deve ser feito sim! Mas por que não de forma pacífica? Digo acima MARGINAIS, e não torcedores porque os verdadeiros protestam de outra maneira - por exemplo, torcida do galo e público zero; torcida do Inter e a caminhada; torcida do Corinthians e o enterro da diretoria; entre outros. Enfim, há várias maneiras pacíficas de protestar. Fica a pergunta: até quando teremos que assistir integrantes de facção levando a violência como forma de mostrar a indignação?

Imagem: Julio Cesar Guimarães/
LanceNet

Sexta-feira, 22 de Maio de 2009

Adriano seria presa constante de batidas policiais

Thiago Ricci

Antes de tudo, gostaria de ressaltar que a informação que este blogueiro relatará abaixo não tem nenhum valor judicial, criminal ou até mesmo jornalístico. Ou seja, é somente um relato que chegou aos meus ouvidos e, aproveitando o espaço que o blog - e não um portal de notícias ou algo do gênero - oferece, achei interessante compartilhar com os internautas. A denúncia, ou, menos ainda, o caso não foi checado e serve como curiosidade e/ou no máximo para mostrar uma deficiência do jornalismo esportivo, em que são raras as vezes ou os meios que fazem o papel de apuração e investigação jornalística.

Uma fonte muito próxima, que não teria nenhum interesse em distorcer a notícia, informou que um homem que já teria feito parte do alto escalão do governo carioca revelou alguns fatos protagonizados pelo jogador Adriano, agora no Flamengo.

O polêmico atacante seria primo de um traficante com grande poder no Complexo do Alemão que teria morrido no ano passado - na época, aproximadamente outros 16 traficantes importantes teriam sido assassinados. O Estadão publicou, no último 17 de setembro, megaoperação que teria encontrado sete corpos no complexo da zona norte do Rio de Janeiro. O que, ressaltando, não quer dizer absolutamente nada, é só mais uma curiosidade.

Além disso, esse ex-integrante da prefeitura do Rio teria revelado algo mais grave. O Adriano seria constantemente encontrado pela polícia em companhia de traficantes e com drogas dentro do carro. O jogador seria chamado carinhosamente pelos policiais como mega-sena. O motivo do suposto apelido, vocês tiram as próprias conclusões.


Imagem: De Olhos

Quinta-feira, 21 de Maio de 2009

Novidades e ausências

Luciano Dias

O técnico Dunga ignorou as fases finais da Copa Libertadores e da Copa do Brasil na convocação que realizou nesta quinta-feira. O treinador chamou jogadores de clubes que disputam a fase decisiva desses torneios, como Grêmio, Cruzeiro, Internacional e Corinthians, para disputar dois jogos das eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2010 e também a Copa das Confederações.

Os jogadores ficarão cerca de um mês longe dos seus clubes. A lista serve para os jogos contra Uruguai, 6 de junho, no estádio Centenário, em Montevidéu, e contra Paraguai, quatro dias depois, no estádio do Arruda, no Recife, pelas eliminatórias sul-americanas, e para a disputa da Copa das Confederações, de 14 a 28 de junho, na África do Sul.

Veja a análise da lista:

Goleiros:
Julio César (Internazionale): Vive grande fase. É um dos melhores goleiros do mundo e titular absoluto da seleção.
Gomes (Tottenham): Ganha nova oportunidade na seleção. É um dos destaque de sua equipe, que ocupa colocação mediana no Campeonato Inglês.
Victor (Grêmio): Merece a oportunidade. Foi eleito um dos melhores goleiros do Brasileirão do ano passado. Além disso, o técnico Dunga gosta de convocar jogadores que atuam em Porto Alegre.

A disputa pela convocação era muito grande. Júlio César é titular absoluto, mas, com a contusão de Doni (Roma), foram feitas várias especulações para saber quem seriam os dois reservas. Além dos convocados Gomes e Victor, brigaram pelas vagas: Bruno (Flamengo), Diego Alves (Almeria-ESP), Fábio (Cruzeiro), Felipe (Corinthians), além de Helton (Porto-POR).

Laterais:
Maicon (Internazionale) –
Está voltando de contusão. A sua força física é uma das armas que o leva para a seleção.
Daniel Alves (Barcelona) – Um dos destaques do Barcelona. É um jogador versátil na seleção, já que pode atuar também no meiocampo.
Kleber (Internacional) – Aos poucos, volta a mostrar um bom futebol. O fato de jogar em Porto Alegre ajuda muito no retorno à seleção.
André Santos (Corinthians) – Novidade na lista. É o melhor lateral-esquerdo atuando no Brasil. Sua convocação é merecida.

Nas laterais, as novidades foram no lado esquerdo, setor que é ainda um incógnita na amarelinha. O técnico Dunga preteriu Marcelo (Real Madrid-ESP) para convocar Kleber. Marcelo vive momento melhor. Na direita, Maicon e Daniel Alves são os homens de confiança do comandante.

Zagueiros:
Alex (Chelsea) –
Não é titular absoluto no seu clube. Mas, cresceu de produção com o técnico holandês Guus Hiddink
Juan (Roma) – Titular absoluto da seleção e do Roma. Mesmo assim, o seu futebol no clube não tem o mesmo rendimento de temporadas passadas.
Lúcio (Bayern de Munique) – Outro titular absoluto. É um dos zagueiros mais credenciados do mundo.
Luisão (Benfica) – Dunga gosta de seu futebol. Está valorizado. Seu nome é disputado por grandes clubes da Europa.

Sem muitas novidades. Setor bem servido. Outros nomes pretendiam ser convocados, tais como, Alex Silva (Hamburgo-ALE), Naldo (Werder Bremen-ALE) e Miranda (São Paulo).

Meio-campistas:
Anderson (Manchester United) –
tricampeão inglês com a camisa do Manchester United. Jogador versátil e sua carreira está em ascendência.
Gilberto Silva (Panathinaikos) – Não entendo porque ainda é lembrado. Limitado tecnicamente.
Josué (Wolfsburg) – Não é o mesmo Josué dos tempos de São Paulo. Também é limitado tecnicamente.
Ramires (Cruzeiro) – Finalmente foi lembrado por Dunga. É um dos melhores (se não o melhor) jogadores atuando no Brasil. Ramires deixou de ser volante e se transformou em um meia mais adiantado.
Elano (Manchester City) – Mesmo não viver grande fase no clube, consegue fazer boas partidas com a camisa da seleção. Por isso, a convocação.
Felipe Melo (Fiorentina) – Agradou Dunga nas últimas partidas das Eliminatórias. Versátil, é um dos destaques da Fiorentina, time que briga por uma vaga na Liga dos Campeões na próxima temporada.
Júlio Baptista (Roma) – Ainda não achou seu espaço no clube, mas, na seleção consegue realizar boas apresentações.
Kaká (Milan) – Não tem muito o que dizer sobre Kaká. Não está na sua melhor fase, mas, é ainda um dos melhores jogadores do mundo.

Nesta convocação, nenhum organizador de jogadas - aquele camisa 10 de origem. As novidades são a ausência de Ronaldinho Gaúcho e a presença de Ramires. No mais, os convocados são jogadores lembrados por Dunga nas últimas convocações. Mesmo assim, boa parte da imprensa e da torcida brasileira questionam as presenças de Gilberto Silva, Josué e Elano e a ausência de Diego (Werder Bremen). Hernanes (São Paulo) também não foi convocado. Justificável, pois não está nos seus melhores momentos.

Atacantes:
Alexandre Pato (Milan) –
Ainda não deslanchou. É sempre uma esperança no Milan e na seleção.
Luís Fabiano (Sevilla) – Não é o camisa 9 dos sonhos, mas, é o atacante mais regular dos últimos jogos.
Robinho (Manchester City) – Mesmo irregular, é um grande jogador. Em dia inspirado, decide.
Nilmar (Internacional) – Retorna à seleção. Convocação merecida, pois volta a viver grande fase.

Os três primeiros nomes eram quase certeza. A dúvida seria para quarta vaga. Nilmar venceu a disputa contra Ronaldo (Corinthians) e Grafite (Wolfsburg), um dos artilheiros do Campeonato Alemão.

Quarta-feira, 20 de Maio de 2009

E começam as especulações...

Christiano Soares

É acabar os principais campeonatos europeus que as especulações, sobre os jogadores que se destacaram no primeiro semestre, começam a aparecer. Aí o torcedor, desconfiado, começa a se perguntar: quem sai ou quem vem? Nossa equipe verificou os principais sites esportivos europeus para saber como anda a abordagem à procura de nossos craques. Confira quem pode deixar o país.




Pronto para sair mesmo somente o meia do Botafogo Maicossuel e o atacante Ciro, do Sport. O armador da estrela solitária poderá vestir a camisa do Hoffenheim (Alemanha); dirigentes do fogão já anuciaram que é muito díficil segurar o camisa 10; No caso de Recife, a diretoria pronunciou o interesse oficialmente da empresa Traffic e pelo Shakhtar Donetsk (Ucrânia).

Bruno, do Flamengo, como já antecipou Pedro Rotterdan, Chicão do Corinthians e Ramires do Cruzeiro são atletas que mais estão próximos de colocar o pé na Europa. Todos para o Benfica de Portugual. O volante celeste tem proposta também do CSKA (Rússia), mesmo time que no ano passado tentou tirar Hernanes do São Paulo - e há especulações de um novo interesse. Miranda, também do tricolor paulista tem propostas da Lazio (ITÁ), Milan (ITA) e Tothenham (ING).

Ibson tem contrato até 5 de Julho com o Flamengo, que tenta a renovação. Entretanto, o Porto, dono dos direitos federativos do jogador já pronuciou que o seu retorno deverá ocorrer. O mesmo acontece com Thiago Neves, do Fluminense. O meia das laranjeiras tem contrato até 2 de julho e deve retornar ao Al Hilal (ARA). Souza do Grêmio tambem deve voltar para seu clube, o PSG.

E ainda tem mais... Kléber, Jonathan e Wágner do Cruzeiro; Nimar, D'alessandro e Tayson do Inter; Kerrison do Palmeiras; Neimar do Santos; Dentinho e Elias do Corinthians; Leonardo Moura e Juan do Flamengo...

São tantos os nomes de uma possível negociação que até mesmo os próprios jogadores não sabem informar - hoje só o empresário tem essa informação. Quem sabe de algo é o torcedor. Eles esperam que as janelas européias se fechem e, que se possível, o jogador destaque continue. Assim, ele terá certeza que seu time será promissor e que o campeoonato ficará melhor.

Imagem: LanceNet

Tabelinha celeste e alviverde

Thiago Ricci

América-MG se reforça com zagueiro de seleção de base


Será apresentado hoje, às 15h, no estádio Independência, o zagueiro Tales Oliveira Rodrigues, 23 anos. O jogador foi campeão carioca em 2005 pelo Fluminense e já foi convocado algumas vezes para as seleções nacionais sub-15 e sub-17. Também jogou no Vasco, Paysandu e Ponte Preta.

Wagner deve ficar fora por três semanas

O Departamento Médico do Cruzeiro está com quatro jogadores. Soares, fratura no tornozelo, Sorín e Wagner, ambos estiramento muscular na coxa direita, devem ficar três semanas fora de ação. Fernandinho, com ruptura do ligamento cruzado do joelho esquerdo, só deve voltar no fim do ano.

Ontem, os atletas que participaram da derrota para o Náutico fizeram treino regenerativo e os demais realizaram treino físico no campo.

Segunda-feira, 18 de Maio de 2009

Equilíbrio

Coluna Luciano Dias - Memória e calculadora esportiva

Se o campeonato Brasileiro é o melhor do mundo pode-se discutir. Mas é indiscutível que é o mais equilibrado, pelo menos se comparado aos grandes centros. Poucos torneios tem tantos times no mesmo nível. O inicio do Brasileiro deste ano é a confirmação.

Em 20 jogos disputados, já foram contabilizados 10 empates. Ou seja, 50% das partidas terminaram na igualdade. É o inicio mais equilibrado dos últimos anos. O ano que chega mais perto é 2003, quando aconteceram 11 empates em 24 jogos das duas rodadas iniciais.

Goiás, Santos, Avaí, Barueri e Botafogo só sabem o que é empate até agora. Destaque para o time esmeraldino, que protagonizou dois empates em 3 a 3.

1ª rodada
Sport 1x1 Barueri
Avaí 2x2 Atlético-MG
Santo André 1x1 Botafogo
Goiás 3x3 Náutico
Grêmio 1x1 Santos

2ª rodada
Flamengo 0x0 Avaí
São Paulo 2x2 Atlético-PR
Santos 3x3 Goiás
Botafogo 0x0 Corinthians
Barueri 0x0 Fluminense

Quando a vitória foi conseguida, nenhuma equipe abriu mais de dois gols de vantagem. O triunfo do Santo André, por 4 a 2, neste sábado, contra o mistão do Coritiba, é considerado o placar mais anormal deste inicio de competição. O Coxa, por sinal, é a única equipe que não pontuou.

1ª rodada
Palmeiras 2x1 Coritiba
Corinthians 0x1 Internacional
Cruzeiro 2x0 Flamengo
Fluminense 1x0 São Paulo
Atlético-PR 0x2 Vitória

2ª rodada
Atlético-MG 2x1 Grêmio
Coritiba 2x4 Santo André
Internacional 2x0 Palmeiras
Náutico 2x0 Cruzeiro
Vitória 1x0 Sport

A verdade é que muitas equipes acordam só depois (leia-se São Paulo no ano passado). É verdade também que sempre aparece um cavalo paraguaio (leia-se Botafogo nos últimos campeonatos). Outros times nunca acordam (leia-se Vasco em 2008).

Alguns fatores ainda devem aumentar (ou diminuir) o equilibrio do Brasileirão: o fim da Copa do Brasil e da Libertadores e as iminentes transferências que devem enfraquecer alguns clubes, mas fortalecer outros. De qualquer forma, a regularidade é o melhor caminho para o título. Internacional e Vitória largaram na frente.

Quinta-feira, 14 de Maio de 2009

Qual caminho seguir?

Pedro Rotterdan

O goleiro Bruno, atualmente no Flamengo e ex-Atlético-MG, tem grandes chances de ser convocado pela Seleção Brasileira e, acreditem ou não, pela Portuguesa também. Isso mesmo, em janeiro deste ano o jogador manifestou vontade de jogar uma Copa do Mundo mesmo que fosse por Portugal. Bruno, inclusive, já deu entrada nos documentos para pedir o passaporte europeu, segundo ele, a avó é portuguesa.

Os “gajos” pareceram gostar da idéia, tanto que assistiram todos os jogos do Flamengo pelo Campeonato Carioca, que foram transmitido por um canal português. O treinador de Portugal, Carlos Queiroz, elogiou o goleiro depois de três pênaltis defendidos na final contra o Botafogo. Não só a seleção de Portugal está interessada, como o Benfica, time da primeira divisão do país, que só contrataria o jogador depois que ele conseguir nacionalidade portuguesa. Nos bastidores, já rola a notícia de que um dos goleiros do time português pode ser oferecido em troca de Bruno, e o Flamengo ainda receberia uns bons “trocadinhos”.

No entanto, Bruno pode ver o sonho de disputar uma Copa ir por água abaixo. A convocação para a Copa da Confederações está quase chegando, e três arqueiros estarão na lista. O goleiro Doni, reserva imediato de Júlio César na seleção, está machucado, o próprio Júlio não deve ser convocado a pedido dele ou da Inter, para ter férias e disputar o Mundial de 2010. Renan, ex-Inter-RS, está lesionado e é reserva no Valência. Diego, ex-Atlético-MG, é um excelente goleiro mas o Almería, time que defende na Espanha, fez uma péssima campanha do campeonato nacional deste ano. O goleiro do Flamengo está entre os que têm condições de vestir a Amarelinha, além de Fábio, que vive uma fase fantástica no Cruzeiro. Outros nomes, como Gomes e Helton, que já foram lembrado por Dunga também podem ser convocados. Muito por fora corre o nome de Felipe do Corinthians, mas pode ser uma boa para terceiro goleiro num torneio como o das Confederações, sem chances de Copa.

Se Bruno realmente quiser jogar uma copa terá que ser por Portugal, pois, como foi mostrado, existem muitos candidatos para a vaga no gol do Brasil, já no país de Cabral as opções são poucas. Se eu pudesse aconselhar este goleiro eu não aceitaria a convocação de Dunga, iria ser feliz em Portugal. Meu palpite é que para essa Copa das Confederações o anão da Branca de Neve pode convocar vários jorgadores e certamente em 2010 Bruno não estará na lista da seleção, e se tiver não vai jogar, a vaga é, merecidamente, de Júlio César. Sobrariam assim duas vagas para sete goleiros: Doni, Hélton, Gomes, Diego, Renan, Bruno, Fábio.
Se escolher o caminho brasileiro pode ser apenas mais um bom goleiro com a camisa do Brasil, agora se for para a terra lusa ele tem muitas chances de ser um dos melhores da história de Portugal, a exemplo de Eusébio que também é naturalizado. Então foge logo para Portugal Bruno.